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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A sombra de uma janela



Em sonho. Isabela aguardava a próxima estação. Aérea... doce e distante. Mente aberta para qualquer lugar... Olhava toda a paisagem que cabia nas margens da janela, mesmo que seus olhos indicassem uma mente eternamente insone. Era sonho ou realidade? Não haveria tempo para questionamentos temporais. Anoitecia, lá fora. Dentro dela, sentia-se tomada integralmente por uma brisa morna. Amolecia. Sentia-se inchada. A pele, as camadas mais profundas, o sangue. Universo extra-sensorial? Incompreensão. Um vôo dentro dela. E virava uma massa única, uniforme.

Hora de descer.
Para onde? Para que lado? Qual a direção da luz?

Pouco importava. Bela sentia-se plena para o passo, cuja sombra seria enterrada no asfasto selvagem. Sem sombras, livre seguia, ao encontro da grande revelação.





Revira e volta
Sonho projetado
em tantas janelas.
Refaz e transforma
a luz da lua
em derivados sentidos.

Eu sou o lobo do homem
Enquanto ele esteve dormindo
Eu sou a fera além da mulher
Enquanto ela esteve sentindo
Sólida mente que parte
com o vento que entra,
pela janela aberta
Remoto controle que rompe
com qualquer vestígio
pelo impulso de qualquer crença.

Partimos, sem pistas
Ao abismo!

COLORIDO.


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