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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ensaio sobre a lucidez I



* Tempo afora - Ney Matogrosso

"...Onde a alma se lava aonde o corpo me leva
onde a calma se espalha onde o porto me espelha..."





***


Asperamente real
Quanto a compartimentação dos sentidos
Feminina flor que desprende pétalas
amolecidas pela falta de lucidez
Umidificadas mãos aflitas
Buscando o tato de fina dedução
Buscando o laço (des)afetivo, a comoção
com toda a densidade de apenas ser
sentir sua doce perdição.






Imagem: Roy Lichtenstein



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