Não mais que de repente
no segundo surdino
a serpente ondula uma dança trepidante
E envolve o cego, cansado da estrada
com buracos irregulares (seriam reais?)
Descompassado corpo, sem ver
horizonte algum que justifique
um nascer do sol
uma lua em sonata.
O cego e a serpente
seguem, amantes
em veias obliterantes
e possível apenas para os seres
de memória sensorial.
Sem memória, não há pecado
não há um único juízo final
Só existe a supremacia
latente
o prêmio intocado
a música arquitetada
e os sentidos dilatados.
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